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Death Lay - na vida tem jeito pra tudo

Grupo Oriundo de Teatro (MG / Brasil)

Direção: Antonio Hildebrando

(2022)

Em 2012, Valéria Vieira, mãe da atriz Anna Campos, foi atropelada, aos 65 anos, quando ia para sua festa de aniversário e, desde então, se encontra em estado vegetativo permanente, sendo alimentada por uma sonda gastrointestinal. "Para os médicos, é um corpo vivo, que tem dor, mas que não tem consciência, ou se tem, que não se sabe em qual nível de consciência está", explica Anna Campos.

Em "Death Lay - na vida tem jeito pra tudo", a atriz Anna Campos reflete, a partir de relato autobiográfico, sobre o direito de viver e de morrer com dignidade no Brasil. Ela enquanto Anna busca um 'death lay' perfeito, sua mãe é uma presença ausente. Na trama, divide a cena com um mastro de pole dance e com uma boneca - criada pelo artista plástico Eduardo Félix da Pigmalião Escultura que Mexe, e que traz, em tamanho real, as feições da mãe da atriz. Duas mulheres em suspensão entre a consciência e a inconsciência, entre a realidade e a ficção. A vida e a morte. Mãe e filha unidas e separadas pelo estado vegetativo de uma delas. "Death Lay significa morte no leito e é um movimento do pole dance, de alta complexidade. Você se mantém presa no topo do mastro, somente pela força da coxa. É perigoso e arriscado, exige muita força para manter o tronco ereto e não cair", explica a atriz que há 11 anos pratica o esporte.

Ficha Técnica

Atuação: Anna Campos

Texto: Anna Campos e Antonio Hildebrando

Estrutura dramatúrgica e direção: Antonio Hildebrando

Assistência de direção: Isabela Arvelos

Confecção de Boneca: Eduardo Felix

Concepção de Figurino: Eduardo Felix

Trilha Sonora: Luiz Rocha

Músicas originais: Isabela Arvelos

Desenho de Luz: Enedson Gomes

Cenotécnico: Ivanil Fernandes

Preparação vocal: Isabela Arvelos

Preparação corporal: Jadson Caldeira

Assessoria de imprensa: Beatriz França e Cristina Sanches

Vídeo-arte e designer gráfico: Fabiano Lana

Fotografia: Wanderley Dutra

Fotografia de cena: Guto Muniz

Coordenação de produção: Enedson Gomes

Produção: OLÁ

Produção executiva: Enedson Gomes e Isabela Arvelos

Realização: Grupo Oriundo de Teatro.

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